A exemplo da Prefeitura, a Câmara Municipal de Mariana faz semanalmente despesas publicitárias institucionais em jornais de Mariana e de toda a região dos Inconfidentes dando poucas e escassas informações sobre as suas atividades legislativas. Essa publicidade semanal paga com dinheiro público deveria ser mais bem aproveitada para dar informações mais importantes e de maior interesse para o contribuinte marianense. Por exemplo, em homenagem à transparência, quantos milhões de reais ela gasta por ano para manter em funcionamento o poder legislativo? Quanto custaria aos cofres públicos essas publicidades em jornais? Quanto ganha um vereador em subsídio e quanto recebe e em que ele gasta suas verbas indenizatórias? Quanto o legislativo gasta para a realização anual de várias sessões solenes quando são agraciadas diversas personalidades? Quantos funcionários concursados ou não e comissionados existem no legislativo e quanto ganham cada um? São informações preciosas que poderiam ser publicadas semanalmente nos jornais e que interessam muito aos contribuintes marianenses que pagam em dia os seus impostos. Até a Prefeitura que também gasta muito dinheiro em publicidade nos jornais deveria fazer o mesmo e não faz. Infelizmente falta nela também transparência.
Que a transparência já da Câmara e da Prefeitura seja sempre estampada nos jornais com informações semanais especificas sobre como e onde o dinheiro público está sendo investido. Afinal de contas, vereadores e prefeitos, prestar contas aos contribuintes é uma obrigação constitucional.
Barulho ensurdecedor
Deslumbrados com a potência de som que colocam nos porta-malas de seus veículos e crentes no delírio exibicionista doentio de que estão abafando, jovens estão invadindo o centro histórico de Mariana e provocando uma ensurdecedora poluição sonora, sob os olhares complacentes e coniventes do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) que não toma nenhuma providência para coibir o abuso sonoro proibido pela legislação municipal. Inclusive, o município já dispõe de um aparelho que mede a altura de som e, parece, nunca foi usado.
Por que razões esses jovens não fazem barulho nos bairros onde moram ao invés de perturbar a tranquilidade dos moradores do centro histórico? Seria preconceito contra os que moram no centro ou então não fica bem perturbar a tranquilidade de suas famílias e vizinhos? Aliás, no meu entendimento, tanto os moradores dos bairros quanto os que moram no centro merecem o mesmo respeito e consideração. Embora gosto não se discuta, de bom senso diria que ninguém é obrigado a ouvir em alto som tipos de música que não combinam com o gosto de terceiros.
Eu acho que essa mania de jovens fazer exibicionismo público é decorrente de sua carência afetiva e sexual. Quem está de bem com vida não faz isso. Não precisa fazer barulho para chamar a atenção dos outros para si. Felizmente, essa mania exibicionista não é caso de polícia, mas de terapia.
Que tal o poder público municipal instituir uma providencial terapia ocupacional para os nossos carentes e barulhentos jovens. Daria uma sugestão. Por exemplo, a Secretaria Municipal de Turismo poderia criar um Festival de Música de Porta-malas de veículos todo fim de semana na Praça dos Ferroviários. Seria um sucesso de público jovem. Aliás, por falta de cultura, os jovens não são muito exigentes nessa questão de qualidade musical. Para eles o ideal sempre será o tradicional e infernal barulho sonoro.
Os dez ou quinze maiores barulhentos do Festival ganhariam prêmios. Como está na moda em Mariana a indústria da vaidade, como temos dez e a partir de 2013 teremos 15 vereadores, daremos para os jovens dez ou 15 medalhas, comendas, diplomas, mérito legislativo, Moções de aplauso e Menções honrosas anualmente. O festival, a exemplo de outros eventos aqui realizados, seria inserido também no calendário oficial do municipio. É bem provável que, com essa extravagante providência, a carência exibicionista dos jovens seria suprida e a poluição sonora ficaria isolada e localizada num lugar só e os bairros e o centro histórico, agradecidos, ficariam livres desse infernal pesadelo sonoro!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Vassoura, símbolo contra a corrupção!
Vassouras representam os 513 deputados federais e os 81 senadoresO gramado em frente ao Congresso Nacional amanheceu nesta quarta-feira com 594 vassouras, em uma manifestação a favor do voto aberto e da Lei da Ficha Limpa, que torna mais rígidos os critérios para quem quer se candidatar a cargo eletivo. A organização não governamental (ONG) Rio da Paz colocou as vassouras como um simbolismo em favor de uma limpeza no Parlamento brasileiro.
"A vassoura simboliza a exigência da sociedade de que o Congresso esteja ao lado do povo no combate à corrupção no Brasil", disse o presidente da ONG, Antônio Carlos Costa.
Saiba mais...
Após absolver Jaqueline Roriz, Câmara deve livrar Valdemar Costa Neto.
Tucano vai relatar no Conselho de Ética processo de Valdemar Costa Neto Esta não é a primeira vez que a ONG faz um protesto cênico em Brasília. Em 2007, cerca de 15 mil lenços brancos foram pendurados em varais na Esplanada dos Ministérios, como forma de representar o número de brasileiros assassinados no país nos cinco primeiros meses daquele ano.
O grupo pretende, à tarde, entregar uma vassoura para cada um dos parlamentares: 513 deputados e 81 senadores. "Queremos inaugurar uma nova fase da sociedade civil com o Congresso. Dizer que a corrupção vive no pior ambiente possível, gosta de escuridão, de penumbra. E o voto aberto é luz", comenta Antônio Carlos.
O protesto ocorre no mesmo dia em que o Conselho de Ética da Câmara vai votar o relatório preliminar do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) no processo contra Valdemar Costa Neto (PR-SP) por quebra de decoro parlamentar.
O PSOL e o PPS pediram a abertura de processo sob a acusação de que Valdemar Costa Neto teria envolvimento em irregularidades no Ministério dos Transportes, pasta comandada pelo PR.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Palestra do Prof. Luiz Tyller
O signo partido*A Casa de Cultura-Academia Marianense de Letras, no próximo dia 23 de setembro, às 19h30h na sede da Academia, Rua Frei Durão nº 84, Centro Histórico de Mariana recebe um de seus acadêmicos, o professor Luiz Tyller Pirola para proferir a palestra “O signo partido”. Trata-se de um tema sobre as bases filosóficas, do ponto de vistas dos poetas, que embasaram o movimento decadentista/simbolista, seus traços de união e quais as razões de os decadentes/simbolistas terem uma obra e uma vida marcadas pela tragédia. O evento se realizará em parceria com o Museu Casa Alphonsus de Guimarães e integra a série de preparativos do cinquentenário da Academia Marianense de Letras, fundada, em 1962, por Waldemar de Moura Santos, Alphonsus de Guimaraens Filho, Pedro Aleixo, Salomão de Vasconcelos, Dom Oscar de Oliveira, Mesquita de Carvalho, Wilson Chaves, Marly Moyses, Cristóvão Breyner e outros intelectuais mineiros.
O palestrante, Professor Luiz Tyller, é Mestre em Comunicação e Semiótica, Doutor em Letras e Pós-Doutor em Estudos Literários pela UNESP/SP. É professor aposentado de Literatura Brasileira, do ICHS/UFOP, ex-Diretor do ICHS/UFOP e do IFAC/UFOP. Atualmente se dedica a traduzir tragédias de Shakespeare. É vice-presidente da Associação de Amigos do Museu Casa Alphonsus de Guimarães.
Para o presidente da Academia Marianense de Letras, prof. Roque Camêllo, “ouvir o doutor Tyller falar de um tema tão profundo que passa pelo Decadentismo/ Simbolismo poético é uma oportunidade enriquecedora não só para petas e amantes da poesia, mas também para todos que desejam crescer culturalmente. O tema encontra o lugar próprio que é Mariana onde o simbolismo se personificou em Alphonsus de Guimaraens enquanto continuou sua vocação sendo berço de tantos poetas do passado e do presente além de escritores e historiadores consagrados.” *Fonte: matéria remetida pela jornalista Merania de Oliveira.
Biografia**
Professor Luiz Tyller Pirola, natural de Araraquara, São Paulo é licenciado em Letras, Português e Inglês com Mestrado em Comunicação e Semiótica, transferiu sua vida para a cidade de Mariana, palco do barroco mineiro.
Aqui deu continuidade a sua vida profissional e acadêmica no ICHS, Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto.
No ICHS lecionou Literatura Brasileira e Estética. Dando continuidade a sua formação acadêmica fez o Doutorado em Letras na Universidade de São Paulo.
Foi diretor do Instituto de Ciências Humanas e Sociais e do Instituto de Filosofia, Artes e Cultura, ambos pertencentes a UFOP. Fez Pós- Doutorado em Estudos Literários na UNESP, Campus de Araraquara, São Paulo.
Hoje, aposentado, dedica-se à Literatura e às Artes, escrevendo poesias, ensaios, e um projeto em curso de tradução das tragédias de Shakespeare.
Aqui nestas terras, onde sólidas raízes fixou, tomou posse na Academia Marianense de Letras, no dia 30 de novembro de 2007.
**Fonte: www.luiztyller.pro.br
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Posse na Academia Infanto-Juvenil
A Academia Infanto-Juvenil de Letras foi fundada em 14 de agosto de 2004. É um departamento da Casa de Cultura-Academia Marianense de Letras. Foi idealizada pela professora Hebe Maria Rola Santos, tendo o apoio e incentivo do presidente da Academia Marianense prof. Roque Camêllo.
No último dia 17, na sede da Instituição, as jovens Débora Ferreira e Maria Terezinha da Trindade tomaram posse. Durante a solenidade muito concorrida, vários acadêmicos declamaram e houve apresentação de pequenas peças teatrais encantando o público presente. As acadêmicas Débora Ferreira, Natália Xavier e Victória Batista apresentaram um esquete contando o que é a Academia Marianense de Letras. O texto foi redigido pela vice-presidente Jailda de Freitas com a intenção de ser apresentado nas Escolas para incentivar outras crianças a participarem da Academia. Esta tem como objetivo desenvolver nas crianças e adolescentes o gosto pela leitura e pela escrita, fazendo-os conhecer a literatura.
Para a professora Hebe “a nossa preocupação é com as crianças, adolescentes e jovens que estão se afastando da leitura e têm dificuldades na expressão oral e escrita e desconhecem boa parte da norma culta da língua portuguesa. Queremos despertar neles o gosto pela leitura como fonte de lazer”, afirmou a idealizadora do projeto. Os acadêmicos reúnem-se duas vezes por semana para desenvolver a competência linguística.
Segundo o prof. Roque, “Mariana sempre teve grande importância na História, nas Artes e na Economia para o Brasil. São numerosos seus filhos intelectuais do passado e do presente. Seguindo esta vocação, a Academia Infanto-Juvenil de Letras, nascida da inspiração da professora Hebe Rola, é um forte instrumento para preparar nossos jovens na trajetória de um futuro promissor”, afirmou o presidente da Academia.
No último dia 06 de setembro, a Academia Infanto-Juvenil homenageou o jornalista e escritor Fernando Morais quando esteve em sua terra natal para lançar seu livro “Os últimos soldados da guerra fria”. Os jovens acadêmicos estudaram a vida do autor e escreveram sobre ele, salientando a sua infância em Mariana. Fernando é membro da Academia Marianense de Letras ocupando a cadeira nº 13, sucedendo ao ex-presidente Tancredo Neves. O escritor se emocionou com a homenagem recebida dos seus jovens conterrâneos e solicitou a eles os textos apresentados.
*Fonte: texto e foto enviados pela jornalista Merania Oliveira.
sábado, 10 de setembro de 2011
Falta de água em Mariana
O ciclo climático de Mariana é muito previsível. Todo ano, sem exceção, acontece o mesmo fenômeno. De abril a setembro de cada ano, durante seis meses, meio ano, sistematicamente não chove em Mariana. Devido a esse capricho insolúvel da natureza, a cidade sofre as consequências indesejáveis da falta do precioso liquido nos seus milhares de residências. Para diminuir um pouco o sofrimento da população, a prefeitura de Mariana contrata caminhões-pipa para distribuição domiciliar da água. Como ainda não dispomos de tecnologia para mudar os rumos climáticos da natureza indomável, o município poderia tomar algumas providências criativas para diminuir o impacto da falta de água.
No meu entendimento, em que pese a longa estiagem, Mariana, felizmente, ainda tem muitas nascentes de água que não são captadas simplesmente por falta da existência de grandes reservatórios. Outra providência que deveria ser tomada é o tratamento cientifico da água usando tecnologia de ponta e não esse tratamento paliativo ora em vigor. O tratamento de água em Mariana gera tanta desconfiança que a população prefere comprar água vendida em empresas fornecedoras de gás. O tratamento de água custa uma fortuna aos cofres públicos. Não é um preço baixo, muito alto, mas vale a pena tratá-la, pois é um investimento muito importante em favor da saúde da população.
Infelizmente, por causa do medo de perder eleições, os prefeitos temem tomar duas providências essenciais à saúde dos marianenses: tratar de verdade da água e cobrar o uso dela. Esse receio dos políticos tem fundamento, pois os marianenses realmente foram mal acostumados no passado a querer usufruir tudo de graça. A metade da população até hoje não gosta de pagar impostos municipais e fica inadimplente com os impostos devidos e ninguém é punido, pois esses débitos são posteriormente transformados em eternos restos a pagar. É a perversa síndrome do gaveteiro que adora receber beneficios de graça sem pagar nada. Devido ao fato histórico do uso da água ser de graça para todo mundo, muita gente inescrupulosa desperdiça água lavando passeios, esvaziando e enchendo piscinas, lavando carros.
O dia histórico que os prefeitos tiverem a coragem cívica e política para cobrar o uso da água realmente tratada, eu garanto que, mesmo nesse período de longa estiagem, irá sobrar água em Mariana. Pois a única solução para acabar com o criminoso desperdício da água é a tarifação dela. Mexer no bolso dos contribuintes marianenses é a única solução prática e decisiva para acabar definitivamente com a crônica falta de água na cidade durante esta previsível e longa estiagem.
No meu entendimento, em que pese a longa estiagem, Mariana, felizmente, ainda tem muitas nascentes de água que não são captadas simplesmente por falta da existência de grandes reservatórios. Outra providência que deveria ser tomada é o tratamento cientifico da água usando tecnologia de ponta e não esse tratamento paliativo ora em vigor. O tratamento de água em Mariana gera tanta desconfiança que a população prefere comprar água vendida em empresas fornecedoras de gás. O tratamento de água custa uma fortuna aos cofres públicos. Não é um preço baixo, muito alto, mas vale a pena tratá-la, pois é um investimento muito importante em favor da saúde da população.
Infelizmente, por causa do medo de perder eleições, os prefeitos temem tomar duas providências essenciais à saúde dos marianenses: tratar de verdade da água e cobrar o uso dela. Esse receio dos políticos tem fundamento, pois os marianenses realmente foram mal acostumados no passado a querer usufruir tudo de graça. A metade da população até hoje não gosta de pagar impostos municipais e fica inadimplente com os impostos devidos e ninguém é punido, pois esses débitos são posteriormente transformados em eternos restos a pagar. É a perversa síndrome do gaveteiro que adora receber beneficios de graça sem pagar nada. Devido ao fato histórico do uso da água ser de graça para todo mundo, muita gente inescrupulosa desperdiça água lavando passeios, esvaziando e enchendo piscinas, lavando carros.
O dia histórico que os prefeitos tiverem a coragem cívica e política para cobrar o uso da água realmente tratada, eu garanto que, mesmo nesse período de longa estiagem, irá sobrar água em Mariana. Pois a única solução para acabar com o criminoso desperdício da água é a tarifação dela. Mexer no bolso dos contribuintes marianenses é a única solução prática e decisiva para acabar definitivamente com a crônica falta de água na cidade durante esta previsível e longa estiagem.
Vida, sentença de morte antecipada!
O cineasta dinamarquês Lars Von Trier deu uma entrevista muito interessante à comentarista de cinema Isabela Boscov quando falou sobre a existência da vida e que suscitou em mim uma profunda reflexão espiritual. Veja abaixo a ideia que ele tem sobre a vida terrena.
“Acho que a vida é uma ideia muito ruim. Se essa ideia partiu de Deus, eu o culpo por tê-la largado no meio do caminho, sem levá-la à sua conclusão lógica. Imagine uma criança que ganha um trem de brinquedo e o põe para funcionar: ele corre nos trilhos uma dezena de vezes, a criança se diverte, e então perde o interesse. O que acontece com o trem depois que a criança o larga? Isso, para mim, é a vida: se Deus a criou – e eu não acredito Nele, mas vamos supor que exista – Ele logo a largou, correndo por aí, sem um pensamento para o fato de que criou seres que sabem que cada passo deles na Terra causa sofrimento de uma planta, um animal ou um outro homem, e que têm de enfrentar a consciência de que sua existência é finita. Isso é nascer sob uma sentença de morte. Se eu fosse um bicho, sem noção de que vou morrer e de que posso magoar os outros o tempo todo, sem culpa de espécie alguma e ocupado apenas em comer, excretar e me reproduzir, então a vida poderia ser tolerável. Mas não da maneira que ela é para os homens. Não é justo. Se antes de eu nascer me consultassem sobre se eu quero existir neste mundo, eu diria não – absolutamente não”.
Meu comentário: à exceção de minha crença em Deus, confesso que concordo em gênero, número e grau com o pensamento do cineasta dinamarquês. Afinal de contas, nascemos sem pedir e acabamos melancolicamente morrendo sem querer!
“Acho que a vida é uma ideia muito ruim. Se essa ideia partiu de Deus, eu o culpo por tê-la largado no meio do caminho, sem levá-la à sua conclusão lógica. Imagine uma criança que ganha um trem de brinquedo e o põe para funcionar: ele corre nos trilhos uma dezena de vezes, a criança se diverte, e então perde o interesse. O que acontece com o trem depois que a criança o larga? Isso, para mim, é a vida: se Deus a criou – e eu não acredito Nele, mas vamos supor que exista – Ele logo a largou, correndo por aí, sem um pensamento para o fato de que criou seres que sabem que cada passo deles na Terra causa sofrimento de uma planta, um animal ou um outro homem, e que têm de enfrentar a consciência de que sua existência é finita. Isso é nascer sob uma sentença de morte. Se eu fosse um bicho, sem noção de que vou morrer e de que posso magoar os outros o tempo todo, sem culpa de espécie alguma e ocupado apenas em comer, excretar e me reproduzir, então a vida poderia ser tolerável. Mas não da maneira que ela é para os homens. Não é justo. Se antes de eu nascer me consultassem sobre se eu quero existir neste mundo, eu diria não – absolutamente não”.
Meu comentário: à exceção de minha crença em Deus, confesso que concordo em gênero, número e grau com o pensamento do cineasta dinamarquês. Afinal de contas, nascemos sem pedir e acabamos melancolicamente morrendo sem querer!
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Colisão da prefeita com o vice-prefeito
Prefeitura Municipal de Mariana
Ofício Gabinete: 0/2011
Ref: Informação (presta)
Em 01.09.2011.
Exmº. Sr. Vice Prefeito Municipal Roberto Rodrigues
Em atendimento ao esclarecimento solicitado por V. Senhoria, informamos que para fins de readequação dos quadros funcionais e estruturais do prédio da prefeitura serão disponibilizadas todas as salas que a chefe do executivo possa fazer dela uso e disposição.
Dessa forma, solicitamos a desocupação da sala ora utilizada por Vossa Senhoria para que dela possa se dar uso prático.
Sem outro particular subscrevemos,
Atenciosamente,
Terezinha Severino Ramos, Prefeita Municipal
Vice-prefeito de Mariana explica sua “expulsão” da Prefeitura *
Roberto Rodrigues vice-prefeito, afirma que foi expulso da prefeitura de Mariana, segundo Roberto em entrevista ao TerritórioPress, Terezinha mandou alguns secretários ir até seu gabinete para comunicá-lo, que precisaria daquela sala para uma reunião, surpreso, Roberto disse que a sala de reuniões estava vazia e que poderia ser utilizada sem ter que ele se retirar de seu gabinete, foi neste momento que um dos secretários disse que Terezinha havia mandado ele sair e que era para não mais voltar naquele recinto e nem colocar seus pés mais na prefeitura. Indignado Roberto disse que gostaria de ouvir da própria Terezinha aquela desfeita, foram todos para o gabinete da prefeita, uma comitiva de mais de cinco pessoas, Chico Veterinário era o mais exaltado e ficava repetindo palavras do tipo “fora da prefeitura”. Roberto Rodrigues perguntou a Terezinha se aquela ordem teria partido dela, ela confirmou e disse que não precisava dele mais na prefeitura e nem da ajuda dele para mais nada. Foi que Roberto retirou-se, muito decepcionado com tudo o que ele escutou. Enviamos e-mail a assessoria da prefeita e não fomos respondido. Leia a declaração em “Carta à cidade de Mariana”.
Carta à cidade de Mariana
É fato conhecido por todos marianenses minha amizade com João Ramos Filho, amizade antiga que presenciei ser cultivada desde a década de 70 por meu pai. Depois das eleições de 2004, João me convidou para contribuir também na sua possível futura administração. Em 2007, uma das inúmeras conversas que tivemos me marcou. Jamais me esquecerei de quando conversávamos sobre sua próxima administração e João demonstrou uma enorme preocupação quanto à forma de executar suas ideias. Em suas próprias palavras, ele me disse:
“Doutor, eu aprendi tudo que sei da pior forma, a vida me ensinou com meus próprios erros... paguei por todos, não perdoaram nenhum”.
Com a morte prematura de João, eu perdi um amigo que prezava de meu respeito e admiração e a cidade de Mariana também perdeu um político digno e experiente.
Quando fui convidado pela viúva do meu saudoso amigo para ser vice e ajudá-la na administração, aceitei por não poder recusar em memória de João, tanto que, ao aceitar eu também não impus nenhuma condição, pois se fosse ao contrario, eu gostaria e esperaria que se comportasse da mesma forma, que também apoiasse minha espeosa numa hora difícil como essa.
Em nossos comícios na campanha de 2008 eu sempre deixei claro que ajudaria na administração sempre que fosse necessário e sempre que fosse solicitado.
No dia 31 de agosto de 2011 às 13:00 hrs mais uma vez tomamos posse na Câmara Municipal de Mariana, fizemos a primeira reunião do novo secretariado a pedido da Prefeita na minha sala. No dia seguinte, dia 1º de setembro de 2011, às 10 10:00 hrs, para minha surpresa, a Prefeita me informou pessoalmente que não mais necessitava de minha contribuição na sua administração e inclusive estava requisitando minha sala para uso de secretários.
Agradeço aos nossos eleitores que confiaram na minha contribuição, bem como aos eleitores que não votaram na gente, mas mesmo assim acreditavam na minha capacidade de contribuir para um futuro melhor de nossa cidade.
Finalmente, expresso minha profunda gratidão a todos Marianenses que de alguma forma ou motivo confiaram e acreditaram em mim.
Permaneço à disposição para atendê-los onde quer que seja. Um abraço caloroso, Roberto Rodrigues, vice-prefeito de Mariana.
*Fonte: TerritórioPress do jornalista José Roberto Verona
Ofício Gabinete: 0/2011
Ref: Informação (presta)
Em 01.09.2011.
Exmº. Sr. Vice Prefeito Municipal Roberto Rodrigues
Em atendimento ao esclarecimento solicitado por V. Senhoria, informamos que para fins de readequação dos quadros funcionais e estruturais do prédio da prefeitura serão disponibilizadas todas as salas que a chefe do executivo possa fazer dela uso e disposição.
Dessa forma, solicitamos a desocupação da sala ora utilizada por Vossa Senhoria para que dela possa se dar uso prático.
Sem outro particular subscrevemos,
Atenciosamente,
Terezinha Severino Ramos, Prefeita Municipal
Vice-prefeito de Mariana explica sua “expulsão” da Prefeitura *
Roberto Rodrigues vice-prefeito, afirma que foi expulso da prefeitura de Mariana, segundo Roberto em entrevista ao TerritórioPress, Terezinha mandou alguns secretários ir até seu gabinete para comunicá-lo, que precisaria daquela sala para uma reunião, surpreso, Roberto disse que a sala de reuniões estava vazia e que poderia ser utilizada sem ter que ele se retirar de seu gabinete, foi neste momento que um dos secretários disse que Terezinha havia mandado ele sair e que era para não mais voltar naquele recinto e nem colocar seus pés mais na prefeitura. Indignado Roberto disse que gostaria de ouvir da própria Terezinha aquela desfeita, foram todos para o gabinete da prefeita, uma comitiva de mais de cinco pessoas, Chico Veterinário era o mais exaltado e ficava repetindo palavras do tipo “fora da prefeitura”. Roberto Rodrigues perguntou a Terezinha se aquela ordem teria partido dela, ela confirmou e disse que não precisava dele mais na prefeitura e nem da ajuda dele para mais nada. Foi que Roberto retirou-se, muito decepcionado com tudo o que ele escutou. Enviamos e-mail a assessoria da prefeita e não fomos respondido. Leia a declaração em “Carta à cidade de Mariana”.
Carta à cidade de Mariana
É fato conhecido por todos marianenses minha amizade com João Ramos Filho, amizade antiga que presenciei ser cultivada desde a década de 70 por meu pai. Depois das eleições de 2004, João me convidou para contribuir também na sua possível futura administração. Em 2007, uma das inúmeras conversas que tivemos me marcou. Jamais me esquecerei de quando conversávamos sobre sua próxima administração e João demonstrou uma enorme preocupação quanto à forma de executar suas ideias. Em suas próprias palavras, ele me disse:
“Doutor, eu aprendi tudo que sei da pior forma, a vida me ensinou com meus próprios erros... paguei por todos, não perdoaram nenhum”.
Com a morte prematura de João, eu perdi um amigo que prezava de meu respeito e admiração e a cidade de Mariana também perdeu um político digno e experiente.
Quando fui convidado pela viúva do meu saudoso amigo para ser vice e ajudá-la na administração, aceitei por não poder recusar em memória de João, tanto que, ao aceitar eu também não impus nenhuma condição, pois se fosse ao contrario, eu gostaria e esperaria que se comportasse da mesma forma, que também apoiasse minha espeosa numa hora difícil como essa.
Em nossos comícios na campanha de 2008 eu sempre deixei claro que ajudaria na administração sempre que fosse necessário e sempre que fosse solicitado.
No dia 31 de agosto de 2011 às 13:00 hrs mais uma vez tomamos posse na Câmara Municipal de Mariana, fizemos a primeira reunião do novo secretariado a pedido da Prefeita na minha sala. No dia seguinte, dia 1º de setembro de 2011, às 10 10:00 hrs, para minha surpresa, a Prefeita me informou pessoalmente que não mais necessitava de minha contribuição na sua administração e inclusive estava requisitando minha sala para uso de secretários.
Agradeço aos nossos eleitores que confiaram na minha contribuição, bem como aos eleitores que não votaram na gente, mas mesmo assim acreditavam na minha capacidade de contribuir para um futuro melhor de nossa cidade.
Finalmente, expresso minha profunda gratidão a todos Marianenses que de alguma forma ou motivo confiaram e acreditaram em mim.
Permaneço à disposição para atendê-los onde quer que seja. Um abraço caloroso, Roberto Rodrigues, vice-prefeito de Mariana.
*Fonte: TerritórioPress do jornalista José Roberto Verona
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