terça-feira, 24 de março de 2015

A farra das medalhas

Medalhas do governo vão custar mais que as olímpicas*
O governo de Minas retomou no de 27.01.2015 o pregão eletrônico para a compra de medalhas e comendas para o ano de 2015. O edital, preparado pela gestão anterior e mantido pela atual, prevê a aquisição de 520 unidades de 15 honrarias distintas que são entregues ao longo do ano.
Somados os lances mais baixos para os nove lotes, o custo está em R$ 189,5 mil, o que dá R$ 364,00 por medalha. A titulo de comparação, as medalhas que serão distribuídas nas Olimpíadas de 2016 custam bem menos. As 79.924 que serão entregues a participantes (75 mil) e ganhadores (4.924) da maior competição do esporte mundial serão feitas pela Casa da Moeda a um custo unitário de R$ 134.
As medalhas mais caras aos cofres públicos devem ser as da Inconfidência. São 160 unidades, entregues anualmente no dia 21de abril, em três categorias. O custo é de R$ 59 mil. A Medalha JK, cujas 120 unidades serão entregues a personalidades em setembro, têm custo de R$ 45mil.
Além dessas, está sendo contratada a confecção das seguintes homenagens: Comenda da Paz Chico Xavier, a ser entregue em março, Medalha Cristiano Otoni, em maio, Comenda Antonio Secundino de São José, em maio ou junho, Dia de Minas, em julho, Medalha Professor Paulo Neves de Carvalho, em setembro, Medalha Santos Dumont, em outubro, Commenda Teófilo Otoni, em novembro, Dia dos Gerais (Comenda Matias Cardoso e Maria da Cruz) e Medalha Calmon Barreto, ambas em dezembro.
O pregão começou na manhã do dia 20, com a fase de lances. Desde então, foi suspenso para que os licitantes que ofereceram os lances mais baixos possam apresentar as amostras do produto. Se forem aprovadas, se darão os trâmites para a contratação. Caso não sejam, podem ser convocados os que ofereceram lances mais altos, o que encareceriam ainda mais a compra.
A peso de ouro
Nove medalhas em honrarias são entregues pelo governo de Minas ao longo do ano. No entanto, são 5 tipos de unidades confeccionadas, já que algumas possuem mais de uma categoria. No geral, são dadas a personalidades de diversas áreas, por indicação política, afinidade com os governos de plantão ou por serviços considerados relevantes ao Estado. A primeira a ser entregue no ano é a Comenda da Paz Chico Xavier, agora em março.
*Fonte: jornal “O Tempo”.

Meu comentário: Hoje em Mariana, segundo pesquisas, são distribuídas por ano mais de 200 condecorações. Uma verdadeira farra honorifica! Na área privada, mais de 200 empresários e comerciantes são agraciados. Um deles me confidenciou que recebeu o mesmo diploma por 10 vezes consecutivas e que não tem mais espaço físico na sua casa para mostrar tantos diplomas...
Na área pública, quando o Dia de Minas foi instituído em 1979, originalmente foram distribuídas apenas 16 medalhas, em honra ao dia 16 de julho. Hoje, são mais de 50 medalhas. No legislativo municipal, o critério usado para o agraciamento de pessoas não é somente o mérito, mas e principalmente o numérico e o eleitoreiro: cada vereador tem o direito de escolher o seu agraciado. Na legislatura passada, eram dez, hoje são quinze vereadores. Você multiplica isso com as cinco homenagens que a edilidade marianense faz todo ano e serão 75 os agraciados. Atualmente, encontrar alguém em Mariana que nunca recebeu uma homenagem é muito difícil, pois é uma espécie rara e em extinção, pois se você é um cara de pau, basta pedir, pagar ou então fazer o famoso e franciscano troca-troca de honrarias, ou seja, é dando que se recebe...
 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Posse de Márcio Vasconcelos na Academia

Márcio Valadares Vasconcelos toma posse na Academia Marianense com homenagem ao benemérito Raul Bernardo Nelson de Senna

A Casa de Cultura-Academia Marianense de Letras empossa o escritor e poeta MÁRCIO NOGUEIRA VALADARES VASCONCELOS na Cadeira Nº 31 cujo Patrono é NELSON COELHO DE SENNA. O titular anterior foi RAUL BERNARDO NELSON DE SENNA, grande benemérito da Academia. A solenidade será hoje, 19 de dezembro, às 19h30, na sua sede, rua Frei Durão nº 84,Centro Histórico.
O acadêmico, jornalista GUSTAVO NOLASCO, fará a saudação ao recipiendário.
O advogado Márcio Vasconcelos nasceu em Belo Horizonte. É descendente de marianenses como Dona Joaquina de Pompéu e de Diogo de Vasconcelos. É sobrinho neto do político Benedito Valadares e casado com Joana D’Arc, filha da marianense Maria Zadra, de Passagem de Mariana.
Além de sua formação jurídica, domina diversos idiomas. Concluiu licenciatura em Inglês pela FAFICH da UFMG, após aprovação em exames de proficiência pelas Universidades de Cambridge (Inglaterra), Michigan e Illinois (Estados Unidos). Foi professor do ICBEU, Yazigi e em cursos preparatórios para vestibular, em Belo Horizonte, na década de setenta. Durante sua vida internacional, adquiriu amplos conhecimentos de italiano, francês, alemão e espanhol. Sua longa experiência pela Europa, Estados Unidos e Oriente lhe deu uma visão abrangente do direito internacional e da política mundial.
Em 1979, aceitou o desafio de trabalhar na consultoria jurídica da Construtora Mendes Junior no Iraque. Logo depois, eclodiu a guerra Iraque-Irã que Márcio vivenciou, por oito anos. Em seguida, deu-se a crise do Golfo, de 1990, culminando em conflito com os Estados Unidos e aliados. Enfrentou desafios profissionais e viagens a diversos países pela empresa. Esta movimentada trajetória se deu dentro do contexto quando residiu no Iraque trabalhando com outros brasileiros que fizeram história nas terras mesopotâmicas. Dois dos seus filhos têm a marca da história universal porque como diz “são nascidos às margens do Rio Eufrates cujas águas a Humanidade bebe, há milênios”.
De sua autoria, “No Iraque, hoje, basta estar vivo” foi matéria de primeira página do caderno internacional do Jornal do Brasil, de 07 de outubro de 1990, com chamada de capa em destaque com o título Carta de Bagdá.
Seu “Para Sempre Bagdá” revela momentos marcantes da história contemporânea do Iraque, com mensagens e reflexões de alcance universal, sem ser mero livro de história. Descortina tradições islâmicas e aspectos culturais, políticos e ideológicos em guerras de Saddam Hussein. São estórias dentro da História, dela inseparáveis. Ficção e não ficção se mesclam, em perfeita harmonia. O autor se projeta como narrador e protagonista de fatos vividos, não raro ao lado de personagens que parecem reais, sem desprezar o tempero da fantasia e do humor, na dose certa, para tornar gostosa a leitura da obra. Além de suas inserções na História, fazendo o registro de fatos por ele testemunhados, Márcio Vasconcelos transita pelo universo poético com seu livro “Poesias dos meus sessenta”.
Na sessão de posse do escritor Márcio Vasconcelos, a Academia Marianense de Letras prestará homenagem ao falecido acadêmico Raul Bernardo Nelson de Senna, benemérito da Instituição, que, como Secretário de Governo do então Governador Israel Pinheiro, conseguiu a desapropriação e a doação do imóvel, sede da Academia, em 1969. Este solar foi a primeira Intendência de Minas durante parte do século 18.
Nos anos sessenta, além de o proprietário desejar vendê-lo, encontrava-se o imóvel em precárias condições, sujeito a possível desabamento. Para que isto não acontecesse, procurou-se a intervenção do Secretário de Governo Raul Bernardo Nelson de Senna.
O secretário, que tinha raízes marianenses como neto de Maria Emília Gomes Cândido, por sua vez descendente do juiz e político Antônio Gomes Cândido, atendeu aquele pedido. Assim, em 18 de julho de 1969, o Governador Israel Pinheiro, acompanhado de Raul Bernardo, de outros Secretários de Estado e do Ministro Mário Andreazza, entregou solenemente o histórico solar à Academia Marianense de Letras que, em 2014, completou 52 anos de fundação.
Os integrantes da ACADEMIA INFANTOJUVENIL DE LETRAS, sob a coordenação da Acadêmica professora. Hebe Rola, prestarão homenagem à memória do Dr. Raul Bernardo e ao novo acadêmico Márcio Valadares Vasconcelos.
Roque Camêllo, Presidente

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Restauração da Catedral e Órgão da Sé de Mariana - 30 Anos!

                                               Restauração da Catedral e órgão da Sé de Mariana


Memória artístico-cultural

Mariana comemora nos dias 8 e 9 de dezembro de 2014 os 30 anos da restauração da Catedral Basílica da Sé e de seu famoso órgão Arp Schnitger.
Justo preito de gratidão e louvor
Na ocasião, o então benemérito Arcebispo de Mariana, Dom Oscar de Oliveira, escreveu a seguinte carta de agradecimento.

"Nesta formosíssima data, em que é esplendidamente reinaugurado o quase tricentenário Órgão da Sé-Catedral da primeira Diocese das Minas Gerais, também ela totalmente restaurada, cumpre-me o grato dever de, em nome da Arquidiocese de Mariana, render o preito de perenal agradecimento a todas as Entidades e Empresas que, generosamente, colaboraram nas obras de restauração e festividades.
Porém, muito especialmente, cabe-me a alegria de relevar a decidida cooperação da CEMIG, através de tantos de seus funcionários, dentre os quais o então Exmo Sr. Presidente Dr. Francisco Afonso Noronha, a quem confiei, em 1978, a coordenação das obras de restauração, bem como o Exmo atual Presidente da CEMIG, Dr. Mário Penna Bhering, que, nobremente, ofereceu todo apoio desta grande empresa ao antigo Presidente, para que se concretizasse a beleza deste imortal evento.
Mariana, 08 de dezembro, festa de Nossa Senhora da Conceição de 1984.
Dom Oscar de Oliveira, Arcebispo Metropolitano de Mariana".

Histórico
Em 31 de agosto de 1978, Dr. Francisco Afonso Noronha recebe de Dom Oscar de Oliveira a honrosa incumbência de promover a restauração da Igreja Catedral e de seu órgão barroco, ambos de grande tradição histórica, religiosa e cultural. No final de 1978, o órgão voltaria para Hamburgo para consertar, instrumento que em 1701 saíra das oficinas do mestre Arp Schnitger para Mariana. Lá para conserto o órgão permaneceu durante seis anos.
Em convênio assinado com a Arquidiocese, o IPHAN ficou encarregado de restaurar o templo, enquanto o CECOR – Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis da UFMG ficou encarregado da restauração da caixa do órgão. Em 1° de outubro de 1984, chega a Mariana, para montagem, o órgão da Sé.
Finalmente, no dia 8 de dezembro de 1984, o velho órgão da Sé, emudecido desde 8 de dezembro de 1937, há 47 anos, voltou a funcionar.

Concerto de Mariana
Nos dias 8 e 9 de dezembro de 1984, na Catedral Basílica da Sé de Mariana, tivemos duas memoráveis apresentações da Orquestra Brasileira de Câmara e Coro, regido pelo maestro suíço Michel Corboz, além do protagonista da festa o famoso órgão Arp Schnitger tocado pelo organista francês, Francis Chapelet.
Recebendo um convite pessoal do saudoso e benemérito arcebispo de Mariana, Dom Oscar de Oliveira, tive a honra e o privilégio de assistir aos dois maravilhosos concertos. A orquestra e coro eram constituídos por músicos e cantores de diversas nacionalidades de renome internacional. Para se ter noção da grandiosidade artístico-cultural dos dois concertos, a orquestra era composta por 12 violinistas, 4 violeiros, 4 violoncelistas, 2 contrabaixista, 2 oboístas,1 fagotista, 2 trompistas, 1 trompetista e 1 cravista. O coro era constituído por 12 sopranos, 11 contraltos, 8 tenores e 10 baixos.

Programa das comemorações
Dia 8 de dezembro de 1984, Missa Solene, às 10 horas, na igreja da Sé
Missa em Fá Maior de José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita.
Kyrie/Glória/Credo/Sanctus/Benedictus/Agnus Dei
Solistas
Brigitte Fournier, soprano
Brigitte Balleys, contralto
Marcos Thadeu, tenor
Jaques Bona, baixo
Orquestra e Coro sob a regência de Michel Corboz

Dia 8 de dezembro às 19 horas
Dia 9 de dezembros às 20 horas – Catedral da Sé de Mariana
Concerto (1ª Parte)
J.E. Lobo de Mesquita
Ladainha in Honorem Beatae Mariae Virginis
G.F. Haendel
Concerto em Fá Maior n° 4 para órgão e orquestra
Solista: Francis Chapelet (órgão)
J. S. Bach
Cantata BWV 69 para contralto
Órgão, Coro e Orquestra
Solistas: Brigitte Balleys, contralto
Francis Chapelet, órgão
Concerto (2ª Parte)
J. S. Bach
Concerto Duplo em Ré para violino, oboé e orquestra
Solistas: Maria Vischnia (violino) e Manfred Clement (oboé)
J. S. Bach
Cantata BWV 10 para Vozes Solistas – Coro e orquestra (“Minha Alma Glorifica o Senhor”) – Coro/Ária/Recitativo/Ária/Dueto/Recitativo/Coro
Solistas: Helle Hinz, soprano – Brigitte Balleys, contralto – Marcos Tadeu, tenor e Jacques Bona, baixo
Antonio Vivaldi
Salmo n° 111 “Beatus Vir”, para Solistas, Dois Coros e Duas Orquestras
Solistas: Brigitte Fournier, soprano – Jacques Bona e Amaro Soren, baixo
Regencia: Michel Corboz

Recital de Órgão
Dia 09 de dezembro de 1984 – às 17 horas
Programação: composições musicais de Pedro Araújo, Francisco Correa de Arauxo, Antonio Mestres, Nicolas de Grigny, Dietrich Buxtehude e J. S. Bach.
Ao órgão: Francis Chapelet, organista titular da Igreja de Sant Séverin em Paris.

Observação: após alguns meses da histórica restauração da Sé e do órgão, os organizadores das festividades lançaram um álbum contendo dois discos de vinil, long-play, dupla face, além de um opúsculo contendo dados técnicos, históricos, artísticos e culturais sobre o órgão, composições musicais e seus autores e também sobre a restauração da igreja da Sé.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Restauração do Órgão da Sé

Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana (FUNDARQ)

Celebração do 1º restauro do ÓRGÃO ARP SCHNITGER DA CATEDRAL DE MARIANA.
Em 08 de dezembro, completam-se 30 anos da primeira restauração do Órgão Arp Schnitger da Catedral de Mariana. Em 1984, após 5 décadas em silêncio, voltou a funcionar, apresentando-se, naquela solenidade, famosos organistas europeus com corais brasileiros.
Em 1978, o Arcebispo Dom Oscar de Oliveira pediu ao Governador de Minas, Aureliano Chaves, apoio para restaurar o Órgão, um presente de Dom João VI ao primeiro Bispado do Interior do Brasil, localizado em Mariana já elevada, em 1745, à categoria de cidade, recebendo o nome da esposa do mandatário português, Dona Maria Ana D’Áustria.
O Governador indicou o então presidente da CEMIG, Dr. Francisco Afonso Noronha, culto engenheiro e especialista em música clássica para que assumisse aquela empreitada. Com investimento de empresas coordenadas por Francisco Noronha, o instrumento foi levado para a Alemanha passando por ampla reforma nas oficinas de RUDOLPH VON BEKHERATH. Desde 1984, o Arp Schnitger de Mariana vem cumprindo extensa programação nas celebrações litúrgicas, além dos concertos regulares, didáticos e os internacionais.
Entre 2000 e 2002, com o patrocínio da PETROBRAS e outras empresas, foi realizada pela Bernhardt H. Edskes uma 2ª restauração visando alcançar o máximo da originalidade do instrumento, fabricado, em 1701, pelo célebre organeiro de Hamburgo, Arp Schnitger, o mesmo que Sebastian Bach contratava.

Hoje, domingo (7/12), às 12h, haverá um concerto comemorativo na Catedral quando a Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana (FUNDARQ) homenageará os beneméritos da restauração do mais importante instrumento musical do Brasil, Dr. ANTÔNIO AURELIANO CHAVES DE MENDONÇA (In Memoriam) e Dr. FRANCISCO AFONSO NORONHA, inesquecível líder de sua realização.
A organista Eliza Freixo executará peças especiais com a participação do flautista MAURÍCIO FREIRE.
Ainda como forma de marcar as três décadas do primeiro restauro, os ingressos para alguns concertos do mês de dezembro terão preços simbólicos. As apresentações dos dias 12, 14, 19 e 21 de dezembro terão valor único de R$10,00 – inteira - e R$5,00 - meia entrada.
Esses concertos de dezembro são temáticos, com repertório natalino para órgão. Além das diversas variações de cantos religiosos e populares dos séculos XV a XVIII, obras chamadas de Pastorais que eram muito comuns, à época. Estas peças procuram recriar a atmosfera de paz na qual os pastores se encontravam quando receberam dos anjos a notícia do nascimento de Jesus. O público terá também a oportunidade de ouvir outro repertório natalino, os Noéis que são melodias francesas de origem popular.
Roque Camêllo
Diretor-executivo da Fundação Cultural da Arquidiocese de Mariana (FUNDARQ)

sábado, 15 de novembro de 2014

Multa e corte para quem desperdiçar água

Desperdício de água pode gerar multa em Mariana*
Em meio a seca prolongada com os níveis de água dos mananciais baixos, os vereadores aprovaram na segunda-feira (10) um projeto de lei de autoria do Executivo Municipal que coíbe o uso não racionalizado de água potável distribuída para uso humano. Quem desperdiçar água em Mariana poderá ser multado. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser sancionado pelo prefeito Celso cota.
Com a lei, os agentes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) poderão multar quem estiver desperdiçando água, como por exemplo, lavando calçadas, regando jardins e gramados ou lavando veículos com o uso continuo de água. A lei é mais uma ferramenta no combate ao desperdício e para criar a cultura do uso racional da água, evitando que o município venha propor racionamento ou suspensão do abastecimento. O objetivo é conscientizar a população.
“Como todos sabem, a cidade, bem como todo o país, vive um problema ambiental que é a escassez de água disponível para consumo, e os impactos tendem a ser cada vez mais graves. Acredito que a medida tende a ser eficaz em seu propósito. Ajudando no controle de água. É preciso mais consciência no uso em qualquer instancia”, avalia o diretor executivo do SAAE Mariana, Valdeci Fernandes.

Valores
De acordo com a lei aprovada, a multa para quem estiver desperdiçando água é de 20 UFM (Unidades Fiscais do Município) sendo que cada unidade UFM equivale a R$ 1,89. O infrator também terá o corte do fornecimento de água por 24 horas. O desperdício poderá ser denunciado pelos cidadãos ao SAAE, para que providências sejam tomadas, assim como a apuração das responsabilidades pelo desperdício e aplicação das penalidades.

Economia
O SAAE de Mariana informa ainda que o horário entre as 18 h e às 20 h é o momento de maior consumo em toda cidade. Dessa forma, quem puder evitar tomar banho, lavar roupa ou utensílios domésticos nesse horário ajuda na preservação da água. Para denúncias, sugestões ou reclamações disque 15 ou (31) 3557-9300.
*Fonte: jornal “O Liberal” – edição 1120, de 10 a 16.11.2014.

Meu comentário
O Prefeito, por ter enviado para a Câmara o projeto de lei, faltando apenas a sua sanção, e os vereadores por tê-lo transformado em lei, todos, portanto, estão de parabéns. Em vários artigos publicados neste blog sempre afirmei que o desperdício de água em Mariana chega a ser criminoso. Como não se paga nada pelo uso e abuso da água, parte da população inescrupulosa da cidade e que não gosta de pagar impostos municipais se acha no direito infame de desperdiçar o hoje, mais do que nunca, precioso liquido. Mas para que a lei saia do papel e seja obedecida e cumprida será necessária que haja uma fiscalização rigorosa capaz de punir os infratores. No meu entendimento, enquanto a água não for cientificamente tratada como deveria ter sido feita há muitos anos, a única solução emergencial para acabar com  o crônico desperdício de água em Mariana é realmente multar e cortar o fornecimento dela durante 24 horas. Para uma população que criminosamente desperdiça água e não gosta de pagar nada e quer tudo de graça, se as multas forem de fato aplicadas sobrará água em Mariana.

Um Amor entre as Montanhas

"Um Amor entre as Montanhas", romance vivido em Minas será lançado em Mariana e Belo Horizonte
A Casa de Cultura-Academia Marianense de Letras, dentro das comemorações dos seus 52 anos de existência, lança, em Mariana dia 15 de novembro, às 19h30, na sede da Instituição, rua Frei Durão nº 84, Centro Histórico, e, em Belo Horizonte, dia 20 de novembro, às 19h, no Conservatório de Música da UFMG, av. Afonso Pena nº 1534, o livro “Um Amor Entre As Montanhas”, de autoria de Nilson Silva.
O primeiro lançamento de “Amor Entre As Montanhas” se dará, em Mariana, porque o autor, Nilson Silva, retrata em seu livro de ficção, editado pela Editora Chiado de Portugal, encontros e desencontros de um casal que se conhece numa escola rural, no distrito de Goiabeiras de Mariana. Depois, a protagonista Virgínia, foi estudar interna, no Colégio Providência, primeira escola feminina regular criada, em Minas Gerais, no século 19, por Dom Viçoso, o 7º Bispo de Mariana.
Com fidelidade, o autor aborda a vida dos jovens que desejavam estudar e tinham que sair crianças de casa. As meninas iam para o Colégio interno, pagando ou como órfãs, enquanto os jovens trabalhavam para seu sustento. O autor registra como era a vida das famílias rurais, suas dificuldades para encontrar médicos, sendo comum mulheres morrerem de parto e homens serem mordidos por cobras nos sítios e fazendas. O texto de Nilson Silva faz um relato da vida dos tropeiros e da história nas nossas duas primeiras capitais, Mariana e Ouro Preto. De maneira bem sucinta, mostra os horrores que passaram os estudantes quando da luta contra a repressão nos anos 60 e 70.
Virgínia e Santiago se apaixonaram na adolescência, separam-se e, depois, se encontram em Ouro Preto, revivendo a paixão interrompida. A grande efervescência política da época acaba envolvendo o personagem Santiago nos movimentos de contestação que abalavam à capital mineira, na década de 70. Subitamente, Santiago, estudante de jornalismo da Universidade Federal de Minas Gerias (UFMG) se vê na prisão, em Belo Horizonte. Virgínia deixa a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e reúne forças para lutar pelo grande amor de sua vida.
A narrativa envolve o leitor do começo ao fim do romance que, mesmo sendo ficção, tem um contorno histórico contemporâneo vivido pela sociedade brasileira.

União XV de Novembro – 113 Anos
Programação
9 horas – Hasteamento das Bandeiras na sede da Corporação Musical
9,30 horas – Desfile da União – Rua Direita, Rua Frei Durão, Travessa São Francisco e Praça Minas Gerais.
10 horas – Missa em Ação de Graças – Santuário do Carmo, celebrada pelo Padre Wander Sebastião Martins.
20 horas – Concerto no Teatro Sesi-Mariana sob a regência de José Raimundo da Silva.

Uns & Outros
Hoje à noite, no Terminal Rodoviário, o Grupo Musical Uns & Outros estará se apresentando.

sábado, 8 de novembro de 2014

Posse dos primeiros concursados na Câmara

Durante muitos meses, a Câmara Municipal de Mariana fez uma intensa campanha publicitária e institucional nas emissoras de rádio, televisão e jornais da Região dos Inconfidentes anunciando com pompa e circunstância a realização do primeiro e histórico concurso público para preenchimento de cargos na tricentenária Câmara Municipal de Mariana.
Segundo informações divulgadas pelos jornais desta semana, tomaram posse dez concursados: Bruna Santos exercendo o cargo de jornalista; Ciro Mendes, Jônatas Peixoto e Leonardo Menin assumem o cargo de agente legislativo; Francisco Carlos de Lima, Juscélia Dias e Sandra dos Reis assumem a função de auxiliar legislativo; Gabriel Guimarães toma posse no cargo de técnico em administração, Ricardo da Silva tem o cargo de advogado e Wesley Morais o de almoxarife.

Excesso de funcionários
A notícia mais interessante estampada nos jornais foi a de que um projeto de resolução foi protocolado pela mesa diretora da Câmara propondo a extinção de 12 vagas de nomeação e que serão ocupadas pelos concursados. A informação bombástica que os contribuintes marianenses ainda não sabiam até hoje é a de que Câmara tem atualmente 140 servidores nomeados, obviamente sem concurso, mas por indicação política dos 15 vereadores, gerando um impacto de 301 mil reais por mês na folha de pagamento. Caso o projeto não seja aprovado, o número de funcionários passará para 152 servidores gerando um impacto de 320 mil reais por mês. Multiplicando R$ 320 mil por 12 meses, a despesa da Câmara, só com pessoal, chega a quase 4 milhões de reais por ano.

Meu comentário: a própria Mesa Diretora da Câmara reconhece a existência excessiva de funcionários, a maioria absoluta nomeada pelos vereadores e sem concurso. O que adianta dar posse a apenas doze servidores por concurso, enquanto 140 são nomeados sem concurso? É por causa disso que eu tenho razão ao afirmar que o legislativo, como é exercido no país, é um poder inútil, pois não fiscaliza nada e, o pior, custa muito caro não só aos contribuintes marianenses, com também aos brasileiros!